
Uma obra não começa onde podemos vê-la.
Há uma história anterior: referências, afetos, lugares, escolhas, encontros e experiências que, pouco a pouco, constroem uma maneira particular de olhar.
Em Narrativas, o protagonista é o artista. Queremos saber quem ele é para além daquilo que produz: o que lê, escuta, observa, deseja; o que guarda, o que procura, o que ainda o inquieta. Não para explicar a obra, mas para chegar mais perto de quem a tornou possível.
NARRATIVAS
BEA QUARTIER
Revela como o acaso, a memória e o inconsciente encontram forma em seus desenhos.

Entrevista issue #02
Bea Quartier
1. Qual foi o primeiro momento em que você percebeu que a arte deixaria de ser um interesse para se tornar uma necessidade?
Não consigo delimitar um único momento em que a arte virou necessidade, porque ela sempre esteve presente. Desde a infância, o impulso criativo se manifestava de várias formas: pintando, desenhando, escrevendo, na dança ou na música. A arte nunca foi um hobby, mas um meio de expressão vital, essa forma essencial de manifestar a criatividade que habita a criança e que continua viva no adulto.
2. Você viveu entre Brasil, Paraguai, Bélgica e Espanha. O que cada um desses lugares deixou no seu olhar?
Viver em países tão diversos expandiu a minha percepção sobre o comportamento humano e a cultura. Cada um desses lugares me ensinou a não encarar o mundo de forma rígida. Essa bagagem itinerante abriu meu olhar para a pluralidade e para as diferentes maneiras que as pessoas têm de se posicionar e existir no mundo.
3. Existe uma cidade à qual você sempre retorna, mesmo quando não está nela? Quais suas lembranças de arte desta cidade?
Por ter vivido em tantos lugares, não tenho uma única cidade de retorno. Eu me divido em estratos de memória. Cada local por onde passei deixou rastros: cores, luzes e momentos criativos que compõem quem sou hoje. Eu retorno constantemente a esse mapa de lembranças fragmentadas, e é a partir dele que construo o que expresso no papel.
4. A primeira exposição de Joan Miró mudou alguma coisa em você. O que aconteceu naquele dia?
Aquele dia mudou completamente a minha relação com o desenho. Eu era criança e fui à exposição acompanhada da minha tia, que estudou artes. Eu não conhecia a obra dele e, em vez de tentar entender o que as telas 'significavam', comecei a brincar de caçar figuras escondidas nas formas e linhas abstratas. Ali entendi que eu era dona do meu próprio olhar. Com essa ideia em mente, passei a rabiscar o papel só para ver o que o traço tinha para me revelar, criando composições vibrantes a partir daquilo que as linhas me sugeriam.
5. Se pudesse passar uma tarde com qualquer artista da história, quem escolheria?
Seria um privilégio entrar no mundo interior de vários artistas, mas minha conversa ficaria entre três referências. Escolheria Jackson Pollock, por sua abstração potente e pela técnica do dripping, que dialoga diretamente com o meu uso do café e da aquarela, deixando o acaso governar a imagem enquanto o artista pinta no chão, tornando-se parte da própria tela.
Entre as mulheres, Frida Kahlo, por transformar a dor e a identidade em cura e expressão visual de forma tão visceral. E não poderia deixar de citar Tarsila do Amaral: a maneira como ela distorcia a anatomia humana reverbera na forma como enxergo o corpo, tanto no desenho de modelo vivo quanto nas minhas manchas de café, tensionando a fronteira entre o real e o imaginado.
6. Qual livro acompanha sua trajetória há mais tempo?
Minha trajetória é feita de fases de transição, e a minha biblioteca acompanha essas mudanças. Não tenho um único livro de cabeceira, mas um acervo que se transforma comigo: de biografias de artistas a romances e histórias em quadrinhos, passando por obras teóricas sobre psicologia e terapias alternativas, uma vez que também atuo como arteterapeuta. Cada fase da vida pede uma leitura diferente, e todas elas contribuem para o meu processo criativo.
7. Existe um livro que você gostaria de ter lido muito antes?
Minha lista de leituras pendentes é infinita. Gostaria de ter mergulhado antes nas obras de Clarice Lispector e, dentro do campo da psicologia e da arteterapia, há sempre leituras teóricas que eu gostaria de ter descoberto mais cedo para nutrir a minha prática clínica e artística. De qualquer forma, acredito que cada livro tem o seu momento e que, em cada fase da vida, uma leitura nos toca de uma forma diferente.
8. Que filme mais influenciou a maneira como você constrói imagens?
Fico entre Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, de Michel Gondry, e O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet. Do primeiro, me fascina a estética do rascunho, da sobreposição e das memórias fragmentadas onde o real e o abstrato se fundem. Do segundo, me inspira o olhar atento aos microdetalhes do cotidiano e a busca poética por figuras e significados naquilo que parece comum. Ambos os filmes constroem atmosferas que dialogam com o meu universo visual.
9. Há algum diretor de cinema cuja fotografia ou narrativa dialogue com sua pintura?
Sofia Coppola é uma diretora cuja narrativa e estética conversam muito com o que faço. Nos filmes dela, há uma mistura fascinante entre a sensibilidade contemporânea e ambientes contemplativos, onde os diálogos são econômicos e a imagem carrega quase todo o peso da narrativa. Ela aborda a identidade, a busca interior e a solidão, especialmente no universo feminino, através de atmosferas sutis. Essa preferência pelo silêncio e pela potência do visual em vez do óbvio é exatamente o que busco traduzir na minha arte.
10. A música participa do seu ateliê? Existe um álbum que sempre volta para o processo criativo?
A música é uma companheira constante no ateliê, embora eu também busque o silêncio absoluto em determinados momentos. Quando desenho modelo vivo, a música clássica é minha maior aliada para induzir um estado meditativo de criação e deixar as mãos trabalharem sem a interferência do pensamento racional. Já quando trabalho sozinha nas minhas criações, coloco o que me inspira naquele instante e minhas preferências transitam quase sempre entre o jazz, a bossa nova, o rock clássico e alternativo.
11. Você desenha modelos vivos com frequência. O que existe no corpo humano que continua despertando sua curiosidade?
Enxergo o corpo humano como uma estrutura em constante mutação. Cada corpo possui formas, ritmos e nuances próprias; observar a anatomia humana é ter a garantia de encontrar algo novo a cada olhar. Não existem corpos iguais, e mesmo um único corpo, quando observado sob outro ângulo ou outra luz, se torna uma figura completamente diferente.
12. Muitas pessoas associam o nu à exposição. Para você, o que significa desenhar um corpo sem roupas?
Quando me deparo com um corpo nu, o conceito de "corpo" se dissolve: eu enxergo luz, sombra, massa e volume. Obviamente, há uma pessoa ali, e onde há uma presença humana, há energia. A energia que o modelo projeta durante a pose contamina o espaço, influencia o meu gesto no papel e altera a minha percepção daquela forma.
13. Como acontece uma sessão de modelo vivo? Existe silêncio, conversa, rapidez ou contemplação?
É um ritual de contemplação, concentração e silêncio mútuo. Existe um respeito tácito e profundo entre quem observa e quem é observado. É um estado em que o mundo externo desaparece e permanece apenas o diálogo silencioso entre mim, o gesto e a energia de quem está posando.
14. Você costuma dizer que o acaso faz parte do trabalho. Em que momento a obra deixa de ser sua e passa a dialogar com o material?
A obra deixa de ser minha no instante em que permito que o material tome a palavra. Enxergo meu papel como o de um canal: eu só forneço o gesto e o olhar que completam o trabalho, mas o criador primário é o acaso.
No modelo vivo, por exemplo, uso materiais fluídos a base de água (como nanquim e aquarela) para dar liberdade à matéria. Deixar a água e o pigmento agirem por conta própria é um exercício constante de desapego ao controle, uma filosofia confortante que tento levar não só para a arte, mas para a vida.
15. Qual material mais desafia você hoje: carvão, nanquim, aquarela ou café? Por quê?
A aquarela é, sem dúvida, o material mais desafiador. Ela exige uma negociação delicada entre o tempo da água, a transparência e a pigmentação. Qualquer excesso muda tudo. Contudo, é fascinante ser desafiada pelo próprio material; esse estado de incerteza me obriga a encontrar novas saídas visuais a cada mancha.
16. Na moda, existe algum estilista, marca ou movimento estético que dialogue com seu universo visual?
Como sou formada em Design de Moda e trabalhei por muitos anos nesse meio, vejo a vestimenta como um reflexo direto do comportamento e da identidade. Nunca me interessei por tendências impostas; assim como na arte, nossa relação com as roupas passa por fases. Hoje, alinho meu universo visual ao conceito do upcycling: a arte de ressignificar e dar nova vida ao que foi descartado. Em um mundo dominado pelo consumo descartável, prefiro usar a criatividade para recontar histórias através da matéria reaproveitada.
17. Se pudesse levar apenas um objeto para um novo ateliê, qual seria?
Eu levaria um material novo para ser explorado, algo que eu ainda não soubesse controlar. Um novo pigmento, uma nova superfície ou um novo suporte me daria exatamente o que preciso para dar vida àquele novo espaço: o prazer da descoberta.
18. Qual museu você acredita que toda pessoa deveria visitar pelo menos uma vez?
Museus como o do Louvre ou o do Prado são fundamentais pela escala histórica, mas acredito que o museu mais importante é aquele que está ao seu alcance hoje. Mais do que a grandiosidade da instituição, o essencial é manter a disponibilidade interna para ser surpreendido por uma obra de arte, seja em um grande museu internacional ou em uma pequena galeria local.
19. O que você tem observado ou estudado atualmente que ainda não apareceu nas suas obras, mas provavelmente aparecerá?
Tenho me dedicado à cerâmica. Trabalhar com a argila me colocou em contato com um material "vivo", que exige extrema paciência e nos obriga a lidar com a frustração. O barro se transforma no forno, com o calor e com os esmaltes, não há controle absoluto sobre o resultado final, o que me encanta. Meu objetivo para o futuro é desdobrar o meu trabalho bidimensional em tridimensionais que dialoguem com a forma e com a funcionalidade.
20. Se alguém pudesse compreender apenas uma ideia sobre o seu trabalho, qual você gostaria que fosse?
Gostaria que compreendessem que o que parece mero acaso é, na verdade, a emergência do meu mundo interior. Minhas obras são registros do inconsciente, assim como os sonhos. Eu não planejo previamente o que vou desenhar; deixo que a mancha me guie para que o material traga à tona aquilo que habita em mim.
É por isso que me identifico com o conceito da Art Brut: um fazer artístico desprovido de rígidas amarras técnicas formais, onde a verdadeira prioridade é a expressão crua e honesta daquilo que reside no fundo da alma.
Livro Egon Schile 40 Antes de suas obras se tornarem um dos marcos da arte moderna, Egon Schiele precisou primeiro romper com a influência de seu mestre, Gustav Klimt. A partir desse momento, teve apenas dez anos para construir uma linguagem própria antes que a gripe espanhola interrompesse sua trajetória, em 1918. Foram anos suficientes para transformar definitivamente a história da arte.
Cada artista tem o seu mundo.
Em breve, vamos conhecer o próximo.
REPERTÓRIO BURN- Issue 03


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SEXTA

Entrevista issue #01
Ficko
O UNIVERO DE FICKO
Um artista, suas referências e os caminhos que moldam sua pintura.
Bauhaus Style Artist Selection Poucos movimentos transformaram a cultura visual de forma tão profunda quanto a Bauhaus. Ao integrar arte, arquitetura, design e experimentação, a escola redefiniu a maneira como criamos, habitamos e nos relacionamos com os objetos.
O artista
1. Antes de falar das obras, quem é o Ficko quando ninguém está olhando?
Ficko:
Sou alguém que gosta de caminhar sem destino, observando a cidade e as pessoas. Muitas ideias não surgem no ateliê, mas nesses percursos silenciosos, quando a arquitetura, os detalhes e o cotidiano acabam revelando novas possibilidades de olhar.
2. Existe alguma memória de infância que continua atravessando o seu trabalho?
Ficko:
As pipas. Elas atravessam minha memória desde a infância e continuam presentes no meu trabalho. Mais do que um objeto, representam liberdade, imaginação e a relação entre o céu, o vento e a cidade, elementos que, de diferentes maneiras, ainda fazem parte da minha pintura.
Curadoria UNCRATED
3. O que faz um objeto merecer fazer parte do seu universo?
Ficko:
Quando consigo ressignificá-lo e trazê-lo para dentro da minha própria linguagem. Um objeto deixa de ser apenas aquilo que é quando passa a dialogar com o meu imaginário e com a forma como enxergo o mundo.
4. Qual item da sua curadoria guarda uma história que talvez o público não perceba à primeira vista?
Ficko:
O livro Bauhaus Style. À primeira vista, ele pode parecer apenas um livro sobre design, mas a escolha é muito pessoal. Wassily Kandinsky foi professor da Bauhaus, e sua maneira de pensar a arte influenciou profundamente a minha trajetória. Para mim, esse livro representa uma porta de entrada para compreender uma das maiores referências do meu trabalho.
Livros
5. Qual foi o primeiro livro dessa seleção que você teve certeza de que precisava estar aqui?
Ficko:
A Psicologia das Cores, de Eva Heller. É um livro que todo artista deveria conhecer. Ele amplia a consciência sobre como as cores despertam emoções, memórias e sensações. Depois dessa leitura, passei a enxergar cada escolha cromática com muito mais intenção.
6. Existe algum livro que você volta a abrir constantemente?
Ficko:
Do Espiritual na Arte, de Wassily Kandinsky. É um daqueles livros que nunca se esgotam. A cada releitura encontro uma reflexão diferente, porque ele fala menos sobre técnica e mais sobre o sentido da criação.
7. Você lê buscando respostas ou referências visuais?
Ficko:
Respostas. As referências visuais acabam surgindo naturalmente, mas o que procuro nos livros são novas formas de compreender o mundo e o processo criativo.
8. Que livro você gostaria de ter encontrado antes de começar a pintar?
Ficko:
Do Espiritual na Arte, de Wassily Kandinsky. Teria me ajudado a entender mais cedo que pintar não é apenas construir imagens, mas expressar aquilo que não pode ser dito apenas com palavras.
9. Existe um livro que conversa diretamente com uma obra específica sua?
Ficko:
O Surgimento da Paisagem, da filósofa Anne Cauquelin. É um livro que dialoga profundamente com algumas das minhas pinturas, especialmente quando penso a paisagem não apenas como um lugar, mas como uma construção do olhar.
Cinema
10. Que filme você assistiria novamente apenas pela fotografia?
Ficko:
Sonhos de Trem, com fotografia de Adolpho Veloso. É um daqueles filmes em que a imagem sustenta a narrativa. Cada enquadramento tem força própria e permanece na memória mesmo depois que a história termina.
11. Existe algum diretor que influencia sua pintura sem que as pessoas percebam?
Ficko:
Krzysztof Kieślowski, especialmente na trilogia Três Cores (Azul, Branco e Vermelho). A maneira como ele utiliza a cor para construir atmosfera, emoção e silêncio sempre me inspirou.
12. Se alguém quisesse entender seu trabalho através de três filmes, quais seriam?
Ficko:
Paris, Texas, de Wim Wenders; Don't Let Them Shoot the Kite, de Tunç Başaran; e A Crônica Francesa, de Wes Anderson. São filmes muito diferentes entre si, mas compartilham uma construção visual muito forte, algo que também busco na pintura.
13. Você presta mais atenção à história ou à composição das cenas?
Ficko:
À composição. Gosto de observar como as cenas são montadas, os enquadramentos, o ritmo da edição e a relação entre luz, cor e espaço. Muitas referências para a pintura surgem justamente dessa arquitetura visual.
Música
14. A música faz parte do seu processo criativo ou apenas acompanha o tempo do ateliê?
Ficko:
Em diferentes momentos ela ocupou lugares diferentes. Houve uma fase em que participou diretamente do meu processo criativo, principalmente na escolha dos títulos de algumas obras. Hoje ela continua presente, mas de uma forma mais intuitiva.
15. Existe um álbum que você considera uma obra de arte completa?
Ficko:
Diorama, do Silverchair (2002). É um álbum que considero uma obra completa. A composição, os arranjos e a construção estética formam um conjunto extremamente consistente.
16. Há algum artista ou banda que ampliou seu olhar tanto quanto um pintor?
Ficko:
Daniel Johns. Sempre admirei a forma como ele rompeu expectativas e buscou novos caminhos sem perder sua identidade. Essa liberdade criativa também me inspira como artista visual.
17. Você consegue lembrar de uma obra sua que nasceu ouvindo uma música específica?
Ficko:
Sim. If You Can Hear Me, de James Blake. A atmosfera da música acabou se incorporando ao processo e influenciou diretamente o desenvolvimento da obra.
Moda e cultura
18. Sua forma de vestir faz parte da sua identidade artística?
Ficko:
Em determinado momento, sim. Eu me preocupava em fazer com que minhas roupas refletissem o universo das minhas pinturas, principalmente por meio das cores. Hoje gosto da liberdade de desvincular minha imagem pessoal da minha produção artística.
19. Qual marca atualmente inspira o seu olhar?
Ficko:
Pace. O minimalismo da marca demonstra que é possível comunicar muito com poucos elementos. Essa economia também dialoga com o meu olhar como artista.
20. Você enxerga os sneakers como design, moda ou cultura?
Ficko:
Cultura. Os sneakers ultrapassaram há muito tempo a função de vestir. Eles carregam histórias, comportamento, música, design e identidade.
Viagens
21. Qual cidade mais mudou seu olhar como artista?
Ficko:
Lisboa. Foi um divisor de águas na minha vida. Além do impacto espiritual, foi lá que encontrei mais clareza sobre minha identidade como artista.
22. Existe algum lugar que ainda aparece nas suas pinturas?
Ficko:
Guarulhos. Mais do que um lugar, é um território afetivo. As memórias e as experiências vividas ali continuam atravessando o meu imaginário.
23. Que viagem você acredita que todo artista deveria fazer?
Ficko:
Uma viagem sozinho. Quando estamos desacompanhados, somos obrigados a observar mais, ouvir mais e conviver com o próprio silêncio. É uma experiência que amplia o olhar — não apenas sobre o mundo, mas também sobre nós mesmos.
Cerveja
24. Existe uma cerveja que representa um momento importante da sua trajetória?
Ficko:
A Tripel Karmeliet. Foi a cerveja que me fez perceber que existia um universo muito maior do que eu imaginava. Ela despertou minha curiosidade pelas diferentes escolas, estilos e tradições cervejeiras.
25. Você escolhe uma cerveja pelo sabor ou pela experiência que ela proporciona?
Ficko:
Pela experiência. O sabor é apenas uma parte. Gosto de entender a história, a origem e o contexto por trás de cada cerveja.

Ficko, abre a galeria do seu celular e escolhe uma foto que nunca publicou. Conte por que a guardou.
Era bem cedinho em Paranapiacaba-SP,
estava com neblina, esta é uma das fotos mais bonitas que eu já fiz.
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Seu repertório em dez segundos!
Um livro: A Linguagem das Coisas
Um filme: O Pássaro Pintado
Uma cerveja: Pilsner Urquell
Um tênis: ASICS Gel-Lyte III
Um artista: Aryz
Um museu: Pinacoteca de São Paulo
Uma cidade: Praga
Uma música: Human Behaviour — Björk
Um objeto: Pipa
Uma cor: Vermelho
Cada artista tem o seu mundo.
Em breve, vamos conhecer o próximo.
PRISMA - Issue 02
MAIS obras do FICKO. Organize como preferir, cada sequência revela uma
nova leitura.

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